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"Pois cada um de nós sofre com a idéia de desaparecer, sem ser ouvido e notado, num universo indiferente, e por isso quer, enquanto ainda é tempo, transformar a si mesmo em seu próprio universo de palavras". Milan Kundera



sábado, 24 de março de 2012

Deixem meu amor dentro de mim, não o assustem.

Minha felicidade é tão solitária que as pessoas me julgam triste. Quando fazem isso me pegam desprevenida em uma alegria inocente - confusa - mas inocente e ardente por permanecer. Esta alegria se desfaz   e começo lentamente a desmoronar. Talvez eles não vejam que estou desmoronando; que a felicidade solitária a qual eles não entendem ou desconhecem, me abandona, e eu fico só, só mesmo e sem felicidade. Aí que eu fico mesmo triste, mas em geral, gostaria que soubessem que eu não sou triste e não levo as coisas de uma forma triste. Eu não amo tristemente também. É que se pouco mergulho no mar da praia em mim costumo frequentar um oceano. Sou de me recolher e sonhar, de delirar sozinha, cantar para ninguém ouvir. Esses hábitos solitários  são minha felicidade porque são a única coisa que tenho. Sim, de doer, dói algumas vezes... sentir dói quando é intenso. Espetar a ponta do dedo com uma agulha não é o mesmo que espetar um coração ou mesmo um olho. Pinto minha vida com meu sangue. Sangue, sangue, sangue, sangue! Isso te parece ruim? Parece forte demais? Mas é sangue o que está aí por dentro e te alimenta. É sangue o mistério vermelho da vida.
Queria que eles soubessem que as perguntas, essas perguntas, certas perguntas, me desconcertam e não me fazem bem. Só quero um abraço, um olhar de compreensão, um sorriso... Com as palavras sou tão ruim e me emaranho nelas, sou medusa fisgada - então, queria que apenas estivessem comigo. Peço apenas esse silêncio. Não queiram que eu seja outra, pois isso eu não sei. Deixem-me ser eu. Eu vos amo...  e permitam que eu ame em silêncio. Não estiquem a pele do meu amor como se ele fosse um velho cheio de rugas ou uma criança malcriada. Não apontem para ele com o dedo como se ele fosse um criminoso ou um louco. Deixem meu amor dentro de mim, não o assustem.

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